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Issue #067 Precisamos falar sobre roupas íntimas
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Image of model lying on a bed wearing underwear Sebastian Mader/Trunk Archive

Precisamos falar sobre roupas íntimas

Elas são as peças de vestuário mais usadas. Nada fica mais próximo do nosso corpo. Estão conosco nos momentos mais pessoais da nossa vida, bons ou ruins. São funcionais, íntimas e sexy, e refletem o momento cultural. Chegam a ser uma declaração política! Estou falando das roupas íntimas, os itens mais importantes do nosso guarda-roupa. Apesar disso, na maioria das vezes, as tratamos com constrangimento e rejeição. Por que será?

Hello Girls Podcast artwork
Hello Girls podcast

Isso me preocupa há anos, tanto que eu e minha amiga e colega jornalista Emily Cronin lançamos o Hello Girls, um podcast só sobre roupas íntimas femininas. Decidimos que esse era um assunto que merecia ser discutido de forma... íntima! Após a ótima resposta desde o lançamento da série em março deste ano, ficou claro que não éramos as únicas que pensávamos assim.

Wonderbra Advertisement
Wonderbra, Alamy

O título inverte a infame campanha publicitária “Hello Boys” do Wanderbra, estrelada por Eva Herzigová e seus seios fartos e que causou comoção quando apareceu nos outdoors do Reino Unido em 1994. Trinta anos depois, com a consciência do patriarcado e seus danos, reconhecemos que, quando se trata das nossas roupas íntimas, o ponto de vista feminino é o que interessa.

Acredito que a roupa íntima é a base de tudo, inclusive de uma boa conversa. E há muito o que falar. Nossa ideia do que é aceitável, do que é sexy e do que é confortável mudou. Até aí, nada de novo. A roupa íntima está constantemente se adaptando para refletir a sociedade. É uma boa forma de detectar o status das mulheres ao longo do tempo.

Dior, Vogue (1953) © Horst P Horst/Condé Nast; Madonna, Like A Virgin; Desperately Seeking Susan, Alamy; Bridget Jones’s Diary, Alamy

A mudança de espartilhos para sutiãs simples na década de 1920 refletiu a luta feminina por igualdade e direito de voto. As silhuetas hiperfemininas do New Look da Dior na década de 1950 são vistas como um desejo de retorno às estruturas familiares tradicionais após o trauma da Segunda Guerra Mundial. Embora as mulheres não queimassem sutiãs no final dos anos 1960, o design mais natural da peça rejeitava o ideal tradicional de feminilidade, além de ecoar a revolução sexual e o advento da pílula anticoncepcional. Sem contar o ultraje dos conservadores quando Madonna cantou Like A Virgin usando um sutiã sem nada por cima nos anos 1980.

No início dos anos 2000, ríamos das calcinhas grandes de Bridget Jones. Por quê? Elas sinalizavam que uma mulher não era mais desejável? Será que as cintas controladoras de Bridget não eram uma tentativa de se adequar às expectativas físicas que a sociedade colocava – e ainda coloca – nas mulheres? Talvez sim, talvez não. Foi engraçado (roupa íntima costuma ser engraçada), mas o que está por trás do riso pode ser complexo e cheio de nuances.

Hoje, parecemos ter mais disposição para abraçar essas nuances através de marcas que atendem a expectativas diversas. No entanto, não vivemos em um mundo feminista. Podemos criticar a campanha “Hello Boys” ou ter pena dos que a consideraram emancipada na época, mas aqui estamos, em 2023, ainda lutando contra o patriarcado e, ao mesmo tempo, abraçando vestidos transparentes e calcinhas visíveis. Será que somos tão progressistas assim? Não tomo partido, só quero ressaltar que, quando se trata de roupas íntimas, precisamos ir mais fundo.
Hello Girls está disponível no Spotify, Apple Podcasts e outros provedores de podcasts


Kate Finnigan é escritora, mora em Londres e escreve para Financial Times, The Gentlewoman, The Observer e Vogue

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