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Issue #065 A teoria da conspiração Love Jihad: manual explicativo
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Love Jihad Explainer: protests in India against the movement ⓒ Alamy; Getty; Shutterstock

A teoria da conspiração Love Jihad: manual explicativo

Em janeiro de 2023, centenas de apoiadores de partidos políticos hindus de direita organizaram uma marcha em Mumbai contra o chamado Love Jihad. Trata-se de um termo indiano que descreve relacionamentos entre pessoas de fés religiosas diferentes, que muitos consideram controversos. Hoje, virou a sigla da seguinte teoria da conspiração: homens muçulmanos estariam fingindo ser hindus para seduzir e se casar com mulheres hindus, convertendo-as ao Islã no processo.

As marchas de Mumbai são frutos de uma campanha que durou um mês, destinada a chamar a atenção para o Love Jihad. Os que acreditam na teoria afirmam que o fenômeno é tão difundido que precisamos tomar providências para evitar que as mulheres sejam vítimas dos supostos perpetradores.

Os manifestantes citaram vários incidentes como prova. A estudante hindu Nikita Tomar foi assassinada por seu namorado, Tauseef Ahmed, em 2020. Durante o julgamento, a promotoria alegou que Tauseef matou Nikita porque ela se recusou a se casar com ele e se converter ao Islã. Ele foi condenado à prisão perpétua. A assistente de vendas hindu Shraddha Walkar foi estrangulada até a morte por seu parceiro, Aftab Poonawala, em 2022. Apesar de não haver nenhuma prova clara de que Aftab seja muçulmano, os ativistas afirmam que o assassinato de Shraddha é outro caso de Love Jihad. O réu ainda não foi condenado.

O fortalecimento da teoria Love Jihad é só um sintoma do aumento generalizado da islamofobia na Índia. Em setembro de 2022, a Human Rights Watch relatou que o viés institucional das autoridades indianas, com uso crescente de força excessiva contra as comunidades muçulmanas, estão “enviando uma mensagem de que os muçulmanos podem ser discriminados e atacados”. Mudanças governamentais para criminalizar conversões religiosas forçadas estão em andamento, porém, a reformulação da Love Jihad como um ato de agressão criminosa por homens muçulmanos alimentou ainda mais a discriminação religiosa no país.

Ativistas e comentaristas indianos dizem que os defensores da teoria estão discriminando o mesmo grupo que afirmam proteger: as mulheres. Em um episódio recente do podcast SheThePeople, da Índia, a superestrela de Bollywood e ativista dos direitos das mulheres Richa Chadha aponta que a teoria da conspiração Love Jihad “tornou-se politizada; um debate fabricado para controlar o corpo das mulheres”.

Em outras palavras, além da difamação dos homens muçulmanos (e, por associação, dos muçulmanos em geral), os teóricos da Love Jihad implicam que as mulheres são fracas e não sabem escolher um parceiro adequado. A ativista contra a violência doméstica Kavita Krishnan descreve a atual vertente da Love Jihad como “um ataque ao direito da mulher escolher quem amar”.

A premiada escritora, acadêmica e ativista dos direitos civis indiana Meena Kandasamy argumenta que a autonomia das mulheres indianas sobre suas próprias decisões está sendo confiscada. “Love Jihad é um conceito criado pela direita para demonizar os homens muçulmanos e infantilizar as mulheres hindus, que são a maioria da comunidade local”, diz ela. “É só mais uma arma da extrema direita para polarizar ainda mais as pessoas e garantir que as mulheres sejam constantemente monitoradas, controladas e vigiadas, ou seja, sem poder.”

Simon Coates é escritor e artista, tem trabalhos publicados no The New European e no jornal escocês The National, e mora e Londres

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