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Issue #012 A genialidade de Jean-Michel Basquiat: “Ele foi o último. Ele não pode ser recriado”
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Painting by Jean-Michel Basquiat Untitled (100 Yen), 1982 © The Estate of Jean-Michel Basquiat. Licensed by Artestar, New York

A genialidade de Jean-Michel Basquiat: “Ele foi o último. Ele não pode ser recriado”

No mês da abertura da exposição Jean-Michel Basquiat: King Pleasure em Nova York, Karen Binns – amiga e musa do falecido artista, diretora criativa e stylist – relembra o tempo que passaram juntos

No início dos anos 80, eu costumava ir a leituras de poesia no East Village, em Nova York. Era o início da arte graffiti, da cena criativa e do hip-hop, ou seja, um grande momento. Foi lá que vi o Jean pela primeira vez. Mas não sabia quem ele era. Em seguida, fui ao famoso clube Roxy. Um artista e amigo me apresentou o Jean e me dei conta: “É o cara das reuniões de poesia!”. Não nos demos bem. Ele me deu um tapa na bunda de brincadeira e eu joguei uma bebida na cara dele. Uma semana depois, eu o vi em outro clube e ele disse: “Posso pagar uma bebida para você?”. Foi o jeito dele de pedir desculpa.

Um dia, ele disse: “Amanhã vai ser a abertura da minha exposição. Minha irmã mais nova vai estar comigo, mas não quero que ela seja assediada pela imprensa. Você pode me encontrar na galeria e levá-la para tomar sorvete?”. Fiquei um pouco desconfiada, mas acabei concordando. Foi só quando cheguei à galeria que percebi exatamente quem ele era. Ele estava fumando um baseado grande e usando um look pijama branco com chinelos. Ele vendeu todos os quadros naquela noite e voltamos ao estúdio dele para comemorar. Ele disse: “Gosto de você porque você não gostou de mim quando nos conhecemos, e provavelmente ainda não gosta, mas sinto que posso confiar em você”. Foi o início da nossa amizade.

Nós nos entendemos porque todo mundo queria alguma coisa dele, mas eu nunca pedi nada – nem uma pintura, nada. Simplesmente senti que ele era brilhante. Passávamos muito tempo juntos vendo filmes e em noitadas, eventos e restaurantes locais.

Nunca fomos amantes. Jean era um irmão para mim. Nós nos conectamos porque sabíamos o que era ser negro em Nova York nos anos 80: incompreensão, desprezo e ser tratado como escória. Conversávamos muito sobre isso. E sobre arte. Uma vez, ele amarrou e arrastou três portas velhas que encontrou na rua e pintou sobre elas. Elas se tornaram uma das suas obras mais famosas. Andy Warhol era muito amigo do Jean. Uma noite, derramei vinho tinto em um lenço e Andy e Jean o assinaram. Perdi esse lenço. Ele valeria muito dinheiro agora...

Em certo ponto, as drogas – principalmente nos anos 80 – destruíram muitas mentes criativas. Eu estava em Londres quando me contaram que ele tinha morrido. Fico engasgada até hoje quando falo sobre isso. Ele tinha a vida toda pela frente. Era impossível suportar a dor.

Ainda assim, ele deixou um legado para mim e para o mundo. Ele era muito consciente da sua origem. Ele morava em frente a um abrigo para pessoas sem-teto e costumava dizer: “Moro aqui para não esquecer que também já morei na rua”.

“Legado” foi um dos principais ensinamentos dele para mim. Ele sempre dizia que sem legado não há continuidade. É por isso que muitas das suas pinturas usam elementos do passado – ele adorava escrituras antigas e arte egípcia.

Ele foi o último. Ele não pode ser recriado. Ele não pode ser copiado. Ele não pode ser projetado. Ele foi o primeiro a encarar que poderia ser um dos maiores artistas do mundo. Aquele menino haitiano que foi morador de rua e, em seguida, consumido pelas drogas tinha mesmo todas as chaves do reino.

Karen Binns é diretora criativa e estilista, e era amiga de Jean-Michel Basquiat
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